Por Milazul Marinho...
Admito; nutri um sentimento sádico por uma abelha que mergulhou, nadou e morreu no meu copo de refrigerante. A pobre coitada (sim, pobre porque era uma "operária", e coitada, pois eu sou 1000 vezes maior) debatia-se furiosa e desesperadamente pressentindo a morte que se aproximava.
Não sei porque esses insetos insistem em participar do nosso convívio social, nunca ouviram falar do "cada um no seu quadrado"? Não que eu tenha algo contra abelhas (não diretamente), até porque elas fabricam o mel, vivem numa sociedade organizada e após a reprodução expulsam o zangão (o macho) da colméia.
Mas ninguém quer vocês aqui, ok? NINGUÉM!
Pior que isso só muriçocas, formigas, baratas e moscas: inúteis insetos nojentos que nos presenteiam com milhares de doenças complexas. Sem falar na irritação, pois se não estão sugando o meu sangue, pairando sobre a panela ou seguindo em fila indiana na parede, testam a minha coragem: não consigo matar baratas! Talvez porque, se quiserem elas voam - quase sempre em minha direção - vivem no lixo, são "amiguinhas" de outras criaturas dantescas e ainda por cima não morrem quando tem sua cabeça decepada, mas de fome.
Nada mais frustrante que imaginar o fim das aves dos peixes, das orquídeas, das borboletas e da própria espécie humana, em face da permanência constante dessa nojenta criatura que certamente dominará o mundo.
Quanto à abelhinha operária, continuou boiando morta, até o garçom fazer o favor de trocar os copos e deixar na torturadora um sentimento “vazio"...
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